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COCAL DE TELHA

09/02/2018 ás 20h02

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MARCELO BARROS

COCAL DE TELHA / PI

Sem energia em casa, universitária anda 2 km para carregar notebook em Cocal de Telha
As residências do local foram construídas através do Programa Nacional de Habitação e possuem toda a estrutura de instalação elétrica para receber a energia
Sem energia em casa, universitária anda 2 km para carregar notebook em Cocal de Telha
Para carregar a bateria de um equipamento basta estender um cabo e conectar na tomada. Pronto. Funcionamento garantido. Mas não é tão simples assim para a universitária Layane Sousa, moradora da comunidade rural Gama II, no município de Cocal de Telha. 

 

A jovem cursa Licenciatura em História na modalidade a distância. Um notebook é seu fiel companheiro na realização de trabalhos, pesquisas e leituras que precisa fazer, como é típico de qualquer estudante universitário. Porém, sem energia em sua comunidade, Layane trafega 2km para ir até a cidade, carregar o aparelho e garantir os estudos. 

 

Assim como ela, outras 20 famílias moram na localidade esperam há anos a chegada da energia elétrica. “Já fizemos abaixo assinado, levamos para a Eletrobras. Já falaram em emenda de políticos para trazer a energia, mas nunca saiu nada”, diz a estudante. “Inclusive a energia para a comunidade foi promessa de campanhas”. 

 

As residências do local foram construídas através do Programa Nacional de Habitação e possuem toda a estrutura de instalação elétrica para receber a energia, que até agora não saiu das garantias do período eleitoral. 

 

Uma medida da prefeitura municipal de Cocal de Telha tornou o sonho dos moradores do Gama II ainda mais distantes. Em 2013, o que era comunidade rural passou a ser considerado zona urbana. O programa do governo federal Luz Para Todos recuou e afirma que não pode levar energia ao local por não ser área rural. 

 

“Aqui era considerado zona rural. Mas em 2013 a prefeitura passou para a cidade. A gente tenta através do Luz Para Todos e eles dizem que não podem fazer o serviço porque aqui não é zona rural”, explica Layane. Enquanto a luz não aparece por lá, a estudante segue percorrendo os vários quilômetros para terminar o curso. 

 

Reportagem Otávio Neto e Luisinho Ribeiro 

FONTE: PORTAL FATO

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