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Polícia

08/02/2018 ás 20h41

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MARCELO BARROS

COCAL DE TELHA / PI

CRIANÇAS RESGATADAS EM CAMPO MAIOR ERAM OBRIGADAS A SE PROSTITUIR E REALIZAR RITUAIS DE CAMINHADAS DE ATÉ 100KM
O caso que envolveu o regaste de crianças que estavam mantidas em cárcere privado em Campo Maior ganhou novas revelações com apreensão dos menores pela Polícia e Conselho Tutelar
CRIANÇAS RESGATADAS EM CAMPO MAIOR ERAM OBRIGADAS A SE PROSTITUIR E REALIZAR RITUAIS DE CAMINHADAS DE ATÉ 100KM

Em cima dos depoimentos das vítimas, a policia conseguiu desvendar a mentora da exploração. Ela foi identificada por Maria Ozana da Silva, de 37 anos, que se dizia ser profeta para aliciar menores em diversos estados do Norte e Nordeste do Brasil.


O caso passou a ser investigado após um dos pais das vítimas procurar o Conselho Tutelar para tentar resgatar um filho que estava vivendo com Ozana. Residente no município de Marabá no Estado do Pará, o pai veio até capital piauiense, Teresina, após sua filha conseguir fugir do carcere privado e relatar os abusos que ela e seu irmão sofria pela “profeta”.


Em depoimento, a jovem revelou que era obrigada a trabalhar vendendo e fabricando cocadas, a se prostituir e de participar de rituais que iam desde fazer jejum até  realizar  longas caminhadas de mais de 100 km, em um percusso que ia Teresina à Cocal de Telha.


uando as denuncias passaram a ser investigadas, Ozana mantinha os menores em um endereço  localizado no Parque Flamboyant, zona Sudeste de Teresina, mas após a fuga da garota, a profeta mudou-se com os adolescentes  para a Comunidade Alto do Meio, zona rural de Campo Maior.


Com as investigações, o conselhou passou a diligenciar em Campo Maior, onde encontrou o jovem desaparecido do Pará vendendo cocadas na Avenida Santo Antônio. Ao ser questionando, o adolescente, na presença do pai, revelou que estava em uma residência no Alto do Meio. Ao chegar no local, os conselheiros, com apoio da polícia, encontraram em situação sub humanas, uma jovem que se identificou como  filha de Ozana e outras duas crianças, as quais ela identificava como irmãos, mas que não possuíam nenhum documento.


Maria Ozana não foi encontrada no local e segue foragida. A criança paraense foi devolvida a família e as outras duas apreendidas trazidas para um abrigo em Teresina. A jovem que se identificou como filha da profeta, foi interrogada mas liberada logo em seguida.


Adolescente revela abusos


A adolescente paraense que conseguiu fugir da casa e denunciou o esquema revelou em depoimento ao Conselho Tutelar que chegou a sofrer abusos sexuais na casa de Ozana, segundo ela, a mulher a obrigava a se prostituir e trabalhar para arrecadar dinheiro que seria usado para manter a seita.


A conselheira Tutelar Francisca Moura revelou com riqueza de detalhes os abusos sofridos pelos menores-  “Ela obrigava as crianças a trabalhar e  até a se prostituir dizendo que esse dinheiro seria usado em prol deles, mas na verdade eles eram mantidos em condições de cárcere – nenhum frequentava escola, pois ela dizia que era coisa do demônio e a alimentação de todos era baseada somente em cuscuz ou pão com água”, descreveu a conselheira.


Rituais chocantes


Ainda segundo a conselheira os jovens eram submetidos a rituais realizados em um terreno onde seriam obrigados a fazer jejum e em alguns casos a longas caminhadas de mais de 100 km. “Algumas crianças tiveram que andar de Teresina até Campo Maior e em seguida até Cocal de Telha (116km) por conta dos rituais aos quais eram submetidas”, revela a conselheira.


Um inquérito foi aberto para investigar a denúncia na delegacia de Campo Maior. Segundo Francisca Moura, desde 2016 denúncias de crianças ligadas a uma suposta seita vem sendo investigadas no Piauí .


Com informações Cidade Verde

FONTE: CIDADE VERDE

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